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Artigos indexados com as tags: televisão

Ciber-debate »

por Francisco Arlindo Alves

[18 Sep 2008 | Comments Off | 525 views]


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uploaded by knautia

Controlar a qualidade dos conteúdos que são exibidos na TV. Mas quem vai fazer o controle? O governo? Uma comissão “representativa” da sociedade ? Ou os próprios cidadãos em suas casas? Parece ser mais democrático, que cada um possa controlar o conteúdo exibido em sua casa conforme seus valores, pois a definição de qualidade é subjetiva, e não deveria ser imposta, seja pelo governo ou por supostos representantes da sociedade.
Aqui no Brasil, apesar da regulamentação do V-CHIP (recurso que dá ao telespectador o poder de bloquear conteúdos, mediante uma pré-classificação) as pessoas são sabem como usar o dispositivo ou mesmo desconhecem sua existência, sendo impossível avaliar sua eficácia. As classificações da programação, são feitas de cima-para-baixo pelo governo e por pequenos grupos mobilizados que supostamente representam a sociedade, mas que efetivamente nunca vão representar inteiramente a diversidade de pensamento e valores dentro de cada grupo ou classe social. Desta forma temos que engolir o que um colegiado define como qualidade, seus conceitos de obscenidade ou violencia, anulando nossa própria capacidade crítica diante da TV.
Matthew Lasar no Ars Tecnica fez um panorama sobre estas questões nos Estados Unidos, ele aborda a experiência do TV Watch que disponibiliza um excelente tutorial “fácil como uma torradeiraLeia o texto completo »

Ciber-debate, Destaques »

por Francisco Arlindo Alves

[26 Aug 2008 | Comments Off | 817 views]
A violenta guerra da escassez contra o excesso

A multiprogramação na TV digital não é uma opção para a Rede Globo” … “Ao optar pela alta definição, as emissoras também evitam que novos ‘players’ entrem em seu mercado.” estas frases foram proferidas por Fernando Bittencourt diretor de engenharia da Globo num fórum sobre TV Digital semana passada.


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donmimi83 ( away )

A filosofia da escassez e a montagem de gigantescas barreiras de entrada (econômicas e técnicas) limitando a competição, foi a estratégia dos grupos de comunicação que dominaram as mídias no século XX: Jornais, TV, cinema, radio, televisão. Mas agora todo poder que nasceu na escassez está ameaçado pelo excesso… o excesso digital. Nasce um conflito violento e silencioso (a contra-revolução da mídia tradicional não será televisionada).
Os grupos que vivem da escassez tentam combater o excesso na internet, atacando a simplicidade da rede, com exigências a provedores, obrigando a montagem de grandes e carissímas estruturas de controle, com o registro de logs e armazenamento de páginas. O que justifica o controle é o medo: Terrorismo, pedofilia. O objetivo é proibir as trocas de arquivos e criar barreiras econômicas. Montar a nova barreira de entrada, limitando os meios somente aos que tem grandes somas de capital para investir. Neste momento dezenas de legislações estão sendo discutidas em vários países regulando e introduzindo a escassez na internet, para citar uns poucos exemplos, entre muitos: França , Italia , Canadá , Alemanha , Polonia e Hungria e também no Brasil. A revolução digital feriu fortemente os grupos da escassez. Mas a contra-revolução destes grupos já começou. Resta saber se vamos resistir.