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Artigos indexados com as tags: tecnologia

Salada total »

por Francisco Arlindo Alves

[21 Jan 2010 | Comments Off | 960 views]


Em 2062 a família da série de desenho animado Jetsons, tinha uma empregada-robô de um modelo muito antigo e com a validade vencida chamada Rosie. Rosie nunca era trocada por um modelo mais avançado devido sua dedicação e amabalidade na execução das tarefas. Levava os chinelos a George Jetson, trazia sanduíches, lavava as roupas e ensinava as crianças a jogar basquete.

Pesquisadores coreanos do Korea Institute of Science and Technology inventaram que pode fazer tudo isso (menos o basquete).

Mahru-Z (R), que pode limpar uma casa, colocar roupas na máquina de lavar e colocar comida para esquentar no microondas. Cientistas afirmam que o robô poderia ser utilizado para trabalhar em condições muito difíceis ou perigosas para os seres humanos.

Resultado de pesquisas sobre robôs que demandam investimentos de 3,5 milhões de dólares anuais no Instituto Coreano, o Mahru-Z (R) possui um corpo humanóide, uma cabeça rotativa, braços, pernas e seis dedos. É equipado com visão tridimensional, capaz de observar objetos, reconhecer pessoas, identificar as tarefas a serem feitas e executá-las. O robô-empregado tem 1,3 de altura e pesa 55 kilos.

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por Francisco Arlindo Alves

[8 May 2009 | Comments Off | 602 views]


newspaper blackout poem
Originally uploaded by Precious Roy

Diversas publicações no mundo, como por exemplo as revistas The New Yorker e Time estão publicando artigos prevendo o fim dos jornais. Esta morte anunciada tem como um dos seus principais fatores a decadência do jornal impresso, e neste cenário pessimista o recente lançamento do novo leitor de documentos eletrônicos da Amazon, o Kindle DX, foi recebido como uma potencial tábua de salvação para um futuro improvável. Com sua tela maior, ele se adapta de maneira mais eficiente a leitura do tipo de conteúdo produzido por jornais.

Grandes publicações têm visto suas receitas caírem com a diminuição das vendas da versão impressa e baixo retorno da  publicidade de suas versões online. Como estratégia para reverter esta situação, New York Times, Washington Post, Boston Globe pretendem oferecer “gratuitamente” o Kindle aos assinantes que não puderem receber o jornal impresso onde residem. O leitor da Amazon pode  proporcionar em sua tela uma legibilidade tão boa quanto o papel impresso, por meio de sua tecnologia de tinta eletrônica sem emissão de luz. A leitura se torna menos cansativa do que nas telas dos computadores, e pode ser feita de qualquer ângulo ou sobre a luz natural. A intenção das empresas jornalisticas em valorizarem as assinaturas pode configurar uma tendência de um retorno a idéia de conteúdos fechados aos assinantes.

Esta semana o respeitado escritor e jornalista americano Gay Talese disse em entrevista na folha: “…New York Times… se encontra em uma situação econômica alarmante.. Vários erros foram cometidos ali. O principal deles foi terem aberto seu conteúdo on-line…” . A questão é se ainda é possivel de voltar atrás diante das tecnologias disponíveis hoje em dia.

Pensando no jornal impresso em termos de usabilidade no meu dia-a-dia, procuro otimizar meu tempo tentando ler o jornal, no metrô ou no ônibus ou na hora do almoço dentro de restaurantes que consistem em lugares apertados, cheios de pessoas competindo por um pouco de espaço. Mas nestes ambientes uma das coisas que mais me atrapalha no jornal são as suas dimensões. Quando o formato da publicação é o  “tablóide europeu” (Zero Hora, 25 cm x 35 cm) tudo bem, é mais fácil… mas quando o formato é standard… (Folha de São Paulo) ler um jornal se torna um grande exercício de contorcionismo, malabarismo, estratégias de demarcação de territórios e técnicas japonesas de origami.

Uma das vantagens alardeadas do Kindle DX é sua tela maior, o que chega a ser uma boa vantagem com relação a este meu problema quando comparamos seus 10 centímetros aos aproximadamente 56 centímentros do formato standard Folha de S.Paulo. (Mas espero que em breve inventem um Kindle “dobrável”)

A idéia de escrever este texto, foi inspirada na leitura de um post no blog do pesquisador Alex Primo em que ele fala de sua experiência de ler um jornal:  “…A leitura de um jornal faz parte de nossos hábitos. Gosto de ler a Zero Hora de manhã na mesa do café. Seria muito chato levar o notebook para a cozinha! E leio a Folha de São Paulo durante o almoço...”

Refletindo sobre isso, em termos do que podemos sentir ao experienciar a leitura de um jornal impresso, o Kindle pode ser uma faca de dois gumes para as empresas jornalísticas, resolve sob o ponto de vista do conforto e comodidade facilitando a leitura de conteúdos jornalísticos mais aprofundados, mas pode eliminar o que era uma vantagem e motivação de se comprar um jornal impresso, acirrando a competição entre conteúdos disponibilizados gratuitamente pelos usuários na internet e os criados pelas empresas jornalísticas. Enquanto o Kindle não disponibilizar uma interface para Web esta competição poderá ser adiada, mas isso parece uma questão de tempo até que estas telas com maior legibilidade cheguem a todos computadores e laptops e smartphones.

Sobre estas novidades tecnologicas, uma das coisas que me incomoda um pouco é ter que atravessar a cidade carregando mais uma parafernália, além do laptop e celular e outras bagagens tecnológicas. Espero que haja uma evolução, na direção da convergência em seu sentido clássico, como preconizava por Negroponte no MIT no final dos anos 1980 que vem a ser um convergir de aparelhos e tecnologias. Já a convergência em sua conceituação mais moderna é um modelo mais abrangente que atinge não só aspectos tecnológicos e econômicos mas também culturais como tem proposto Henry Jenkins. E neste contexto o jornal tradicional vai se tornando cada dia mais, um tipo de cadáver impresso frente aos gigantescos fluxos de conteúdos que se deslocam pelas redes, e o grande dilema dos jornais é encontrar um novo formato e um novo modelo de négocio que se adapte a esta nova realidade. Será este um fim de um começo ou o começo de um fim ?

Referências:

Cultura da Convergência – Henry Jenkins.
Vida Digital – Nicholas Negroponte
New Maps for Old?: The Cultural Stakes of ’2.0′ – Caroline Bassett
Poderá o Kindle DX salvar os jornais? – Alex Primo
Jornal: o cadáver impresso – Jardel Dias Cavalcanti

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por Francisco Arlindo Alves

[20 Apr 2009 | Comments Off | 433 views]

Fluid Sculpture é uma criação do artista Charlie Bucket e faz parte do projeto Casual Profanity. Trata-se basicamente de um cesto confeccionado com tubos hospitalares trançados, no qual são inseridos líqüidos de diversas cores, proporcionando uma interessante diversidade de padrões visuais. O fluxo dos liquidos é controlado por pequenos motores ligados a uma placa arduino. A idéia é futuramente desenvolver uma peça que seja totalmente vestível pelas pessoas. O trabalho será exibido no festival Maker Faire em São Francisco (EUA) que um evento especializado na cultura “Do-It-Yourself” (Faça voce Mesmo).

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por Francisco Arlindo Alves

[17 Mar 2009 | Comments Off | 463 views]

_Aiooô, Silver!

Este era o grito que o héroi Zorro usava comandar seu fiel cavalo. Mas se o Zorro tivesse um iRobot’s Packbot ele não precisaria desgastar sua voz. Este robô apelidado de “big dog”, mas que lembra estranhamente um cavalo, obedece a comandos gestuais de um ser humano por meio de um sistema de reconhecimento visual. Sua locomoção e reação aos comando humanos é possivel com a ajuda de uma câmera infravermelha que consegue definir a profundidade e distância através uma série de algoritmos. Infelizmente ( como boa parte da pesquisas sobre tecnologia) o projeto da Brown University, tem fins militares. Faz parte do programa do exército americano conhecido como DARPA (Defense Advanced Research Project Agency). O projeto tem uma verba de 50 milhões de doláres para criar o “combatente do futuro”.  A DARPA, nossa velha conhecida, é a agência criada pelo governo americano no anos 50 para equiparar o avanço tecnológico da antiga URSS por acasião do lançamento do satélite Sputinik. Como resposta a DARPA criou uma rede que posteriormente veio ser conhecida pelo nome Internet.

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por Francisco Arlindo Alves


Nos próximos posts, começarei publicar breves comentários a respeito de 15 obras recentes sobre novas mídias ou ligadas as novas mídias que de múltiplas perspectivas (muitas vezes opostas e contraditórias) demonstram tendências, reflexões e percepções em que podemos perceber oportunidades e aspectos benéficos e ao mesmo tempo armadilhas e perigos. Em minha análise se configura a emergência de um cenário ambíguo, permeado de contradições. Novas formas de produção e de organização desta mesma produção proporcionam novas liberdades e promissoras possibilidades de emancipação aparecem na mesma medida que podemos encontram novas formas de concentração de poder e controle. Entretanto nesta série de posts não pretendo ainda observar criticamente as obras, mas apenas entender melhor os pontos de vista dos autores. Os curtos comentários a respeito das obras selecionadas que me proponho fazer aqui, são baseados na minha própria leitura como também na análise destas obras por sites conceituados (principalmente as obras muito recentes, que não tive acesso ainda).

Leia sobre os livros que já foram comentados nesta série.

Alguns dos sites que serviram como referência foram:

http://www.convergenceculture.org/weblog
http://produsage.org/
http://blog.p2pfoundation.net/
http://arstechnica.com
http://www.americanscientist.org
http://mastersofmedia.hum.uva.nl
http://www.schneier.com/blog/
http://www.nettime.org

No decorrer desta série de posts serão acrescentadas outras referências.

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por Francisco Arlindo Alves



culture is not a crime
Originally uploaded by Dawn Endico

A emergência dos PLE (Personal Learning Environments ou Ambientes de Aprendizagem Pessoal) tem cada vez se acentuado no uso da tecnologia na educação. Ferramentas colaborativas e de compartilhamento como blogs, wikis estão ameaçando o domínio de dos chamados sistemas VLE (Virtual Learning Environments) como o Blackboard.
Até pouco tempo, sistemas como Blackboard expandiam sua influência atingindo um estágio de desenvolvimento definido como dominant design (design dominante). Segundo, Utterback e Abernathy (1975) isso ocorre quando um produto ou uma tecnologia supera a fase da inicial de inovação e diversidade inicial de modelos e começa a seguir padrões básicos de configuração que resultam num status de um “design dominante”. Entretanto, no caso dos sistemas VLE este status começa a ser muito questionado e entre as principais críticas podemos destacar cinco:
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por Francisco Arlindo Alves



T-Mobile G1 Android
Originally uploaded by Edlimagno

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Google makes handset debut with rival to iPhone

O link acima direciona para a matéria do Guardian que aborda o lançamento do T-Mobile G1, o chamado telefone do Google. O aparelho tentar se diferenciar do iPhone, propondo ser um dispositivo que pode agregar e compartilhar recursos criados pelos usuários, criando um ambiente favorável à inovação. O G1 utiliza o ‘Android’, sistema operacional aberto para celular lançado pelo Google. E assim o google vai empreendendo suas guerras em vários fronts…

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por Francisco Arlindo Alves

[16 Sep 2008 | Comments Off | 2,676 views]


Mmm, shiny
Originally uploaded by rvnix

Em 1991 Robert B. Kozma no artigo Learning with Media já abordava a capacidade dos computadores em transformar informações de um sistema simbólico para outro. Para ele, os computadores estabelecem a relação entre símbolos e o mundo real de modo direto. Quando objetos concretos são representados graficamente, ou mesmo entidades abstratas como a velocidade ou gravidade, configuram-se modelos mentais que facilitam o aprendizado.
Na época Kozma, baseou sua argumentação num estudo que revelou uma facilitação na compreensão dos alunos no ensino de temas ligados à física e a mecânica. Leia o texto completo »

Salada total, Variedades »

por Francisco Arlindo Alves

[10 Sep 2008 | Comments Off | 539 views]

Uma aranha gigantesca tem sido vista na cidade de Liverpool, causando espanto e surpresa ao seus habitantes. A aranha em questão é uma criação dos engenheiros franceses da companhia de teatro “La machine“. A aranha gigante é parte da comemorações da escolha da cidade como capital européia da cultura. Neste video a aranha aparece documentada magnificamente por Tim Brunsden do Liverpool Stories. Percebe-se certas referências ao filme Guerra dos mundos (O original de 1955) com seus sons e efeitos estranhos e baseado no livro do fantástico escritor H. G. Wells.

Dica do Rocketboom.

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por Francisco Arlindo Alves

Edupunk. Que Deus salve os pedagogos!!

É impressionante aceleração do mundo. O conceito de “Edupunk” nasceu em Maio de 2008 no blog de Jim Groom um especialista em tecnologia para educação. Rapidamente a idéia se espalhou por blogueiros e acadêmicos ao ponto de o caderno de educação do jornal inglês Guardian publicar o artigo de David Cohen Nevermind the pedagogues, here’s edupunk.


PUNK ROCK NEW YEAR’S
Originally uploaded by defekto

O Edupunk ganhou corpo inspirando novas idéias e debates, configurando uma oposição poderosa à comercialização da educação e influência de governos e corporações nas universidades. Hoje muitas universidades parecem shoopings ou fábricas de “apertadores de parafusos”, sem falar em certas parcerias empresa-escola, com pesquisas protegidas por contrato que proíbem críticas públicas aos resultados, mesmo quando lesivos a população. Esta “corporativação” da educação esta muito bem descrita no livro “No Logo” de Naomi Klein. Contra isso, a idéia do Edupunk propõe utilizar ferramentas tecnológicas abertas e colaborativas, como algumas presentes na web 2.0 e somar a isso as ideologias do movimento punk adaptadas a educação, o “do-it-yourself “: Tenha sua própria atitude! Aprenda e pense por você mesmo!
O conceito Edupunk se que originou o texto chamado The Glass Bees de Jim Groom, que é uma dura crítica ao lançamento da nova versão do software educacional BlackBoard . Este software é um Learning Management System (LMS) um ou seja sistema de gestão de aprendizagem. Leia o texto completo »

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por Francisco Arlindo Alves

[4 Aug 2008 | Comments Off | 566 views]
O universo das máquinas: Status sagrado e alienação II

Continuação de: O universo das máquinas: Status sagrado e alienação

Simondon observa que o “A realidade humana reside nas máquinas assim como as relações humanas são fixadas e cristalizadas em sua estruturas funcionais” (1958, p. 4). O universo das máquinas intermedia a relação ente os homens e a natureza . A noção do objeto técnico, como algo distante, não familiar, oculta toda a realidade dos esforço humanos na natureza na construção destes objetos.

As novas formas de alienação surgem não apenas da forma como as máquinas intermediam as relações entre homens e natureza, mas cada vez mais como as relações dos homens são intermediadas entre si com o advento das redes e do ciberespaço. O conhecimento da natureza e essência desta intermediações pressupõe a inclusão no universo das significação não apenas da máquinas, mas igualmente o softwares e as estruturas de comunicação.

Se pensarmos na perspectiva de Vygotsky (1998) o controle da Natureza e o controle do comportamento estão interligados, a intervenção do homem sobre a natureza altera a própria natureza humana. Da mesma forma podemos concluir que o uso de signos e a maneira que estes signos circulam neste mundo da maquinas semióticas também condiciona uma estrutura particular de comportamento e cria processos psicológicos enraizados na cultura.