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por Francisco Arlindo Alves
Lembro que uns tempos atrás tentei começar a colaborar com a Wikipedia em português escrevendo um artigo sobre o FILE – Festival Internacional da Linguagem Eletrônica que é um dos mais importantes eventos de arte e tecnologia do Brasil.
Estava começando a escrever colocando as informações básicas, onde era o festival, do que se tratava, sua relevância internacional, os artistas que participavam. Meu artigo não foi aprovado porque, segundo o administrador, o festival não foi considerado um tema relevante.
O censor provalmente não entendia nada do assunto e esperasse uma fonte do Portal G1 (que tem pouca relavância para tema) no lugar de link para os trabalhos de artistas e teóricos de importância internacionacional como um Ted Nelson.
O que acontece é a ironia de termos um link para este importante festival brasileiro na Wikipédia em inglês e simplesmente não existe um verbete na versão em português .
Isso apesar da própria Wikipédia em português confirmar num artigo sobre arte interativa que na “América do Sul o maior evento é o File Festival que acontece na cidade de São Paulo no Brasil”.
———————-
Esta é uma reprodução de um comentário que fiz a um texto no Blog do Pedro Dória em que ele faz uma crítica aos censores na Wikipedia em português, que acabam desestimulando a colaboração, o que torna o ambiente pobre em contribuições. Pedro reforça o que também foi exposto há pouco tempo por Juliano Spyer no Nãozero denunciando uma mentalidade colonialista, que parece bem o que acontece neste caso do FILE.
Artigo wikipédia em inglês sobre o File Festival
[ aqui ]
Artigo sobre arte interativa que afirma a importância do FILE, em contradição do que afirmou o administrador (Espero que não apagem!)
[ aqui ]
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por Francisco Arlindo Alves
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Já abordamos rapidamente em posts anteriores questões ligadas ao capitalismo cognitivo. Complementando esta discussão segue abaixo uma pequena lista de links com textos que analisam a colaboração e a participação nas mídias sociais e como elas são exploradas pelos grupos econômicos:
O primeiro é um tipo de manifesto anti-Myspace / Facebook (caberia o mesmo em relação ao Orkut). Este manifesto, é uma crítica contundente as corporações que comandam estas redes sociais. Segundo esta visão, estes grupos econômicos aprisionam os indivíduos, causam dependência e principalmente exploram seus participantes e seus laços sociais. Como resposta para escapar destas armadilhas, sugere que todos encerrem suas contas pessoais nestes serviços, e adotem soluções inspiradas no software livre ou código aberto como o Franklin Street Statement que é uma alternativa às praticas de cloud computing ou Identi.ca que é uma alternativa ao Twitter.
O manifesto esta em :
techno tranny slut
Este “manifesto” é uma das referências apresentadas em outra interessante discussão sobre as corporações, software livre e colaboração que estão presentes nos comentários de Raoul Victor reproduzidos no site da P2P Foundation por Michel Bauwens.
[aqui].
E é de Bauwens, uma outra dica de uma série de artigos sobre modelos de negócios ligados à estratégias de código aberto.
[aqui].
Trebor Scholz sugere uma conferida na discussão sobre controle, no contexto da ferramenta Latitude do Google que oferece a geolocalização dos participantes numa rede social integrada a celulares:
[aqui]
Para completar, a polêmica sobre questões que envolvem invasão de privacidade por ocasião do anuncio (oficial) do presidente-executivo da rede social Facebook, Mark zuckerberg, sobre a intenção de comercialização das informações dos 150 milhões de usuários do serviço.
[aqui]
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Nos próximos posts, começarei publicar breves comentários a respeito de 15 obras recentes sobre novas mídias ou ligadas as novas mídias que de múltiplas perspectivas (muitas vezes opostas e contraditórias) demonstram tendências, reflexões e percepções em que podemos perceber oportunidades e aspectos benéficos e ao mesmo tempo armadilhas e perigos. Em minha análise se configura a emergência de um cenário ambíguo, permeado de contradições. Novas formas de produção e de organização desta mesma produção proporcionam novas liberdades e promissoras possibilidades de emancipação aparecem na mesma medida que podemos encontram novas formas de concentração de poder e controle. Entretanto nesta série de posts não pretendo ainda observar criticamente as obras, mas apenas entender melhor os pontos de vista dos autores. Os curtos comentários a respeito das obras selecionadas que me proponho fazer aqui, são baseados na minha própria leitura como também na análise destas obras por sites conceituados (principalmente as obras muito recentes, que não tive acesso ainda).
Leia sobre os livros que já foram comentados nesta série.
Alguns dos sites que serviram como referência foram:
http://www.convergenceculture.org/weblog
http://produsage.org/
http://blog.p2pfoundation.net/
http://arstechnica.com
http://www.americanscientist.org
http://mastersofmedia.hum.uva.nl
http://www.schneier.com/blog/
http://www.nettime.org
No decorrer desta série de posts serão acrescentadas outras referências.
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por Francisco Arlindo Alves
Partindo de um estudo das organizações japonesas Nonaka e Takeuchi (1997 p.76) fazem referência a produção do conhecimento e funcionamento no processo de inovação de ambientes criativos: “Na visão racionalista, a cognição humana é um processo dedutivo de indivíduos, mas um indivíduo nunca é isolado da interação social quando é exercida sua percepção. Assim, através deste processo de “conversão social” , o conhecimento tácito e o conhecimento explícito se expandem tanto em termos de qualidade quanto e quantidade”
Nonaka e Takeuchi (1997 p. 65) definem o conhecimento tácito como aquele que é pessoal e específico ao contexto , difícil de ser formulado e comunicado. O conhecimento explícito ou “codificado” refere-se ao conhecimento transmissível na linguagem formal e sistemática. Dentro deste contexto a externalização é um processo de articulação do conhecimento tácito em conceitos explícitos. Da combinação e categorização de conhecimento explícito (como realizado em banco de dados de computadores) pode gerar novos conhecimentos.
O processo de sociabilização gera o “conhecimento compartilhado” (NONAKA e TAKEUCHI, 1997 p.80), como também modelos mentais ou habilidades técnicas compartilhadas.
NONAKA, Ikujiro ; TAKEUCHI, Hirotaka . Criação de Conhecimento na empresa. Tradução: Ana Beatriz Rodrigues, Priscila Martins Celeste. Riode Janeiro: Editora Campus, 1997



