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	<title>CIBERCRÍTICA &#187; concentração</title>
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	<description>Reflexões sobre design, internet e novas mídias</description>
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		<title>Michael Jackson e o Encontro de universos</title>
		<link>http://arlifrancis.org/blog/2009/06/29/michael-jackson-e-o-encontro-de-universos/</link>
		<comments>http://arlifrancis.org/blog/2009/06/29/michael-jackson-e-o-encontro-de-universos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 17:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Arlindo Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciber-debate]]></category>
		<category><![CDATA[Salada total]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>
		<category><![CDATA[concentração]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="text-align: left; padding: 0px;"><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/23148333@N06/3664474748/"></a>
<p style="text-align: center;"><img style="border: 0px solid #000000;" src="http://farm4.static.flickr.com/3634/3664474748_c2a992541d.jpg" alt="" width="600" height="320" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 0.8em; margin-top: 0px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/23148333@N06/3664474748/">Michael Jackson queries &#8211; Google</a>, originally uploaded by <a href="http://www.flickr.com/people/23148333@N06/">Search Engine Land</a>.</span></p>
</div>
<p>Lembro de quando eu era criança, morando numa rua pacata, num bairro residencial da zona leste de São Paulo, e me deparava com dois ou as vezes três sósias de Michael Jackson durante o curto trajeto de uma simples ida ao supermercado para comprar pão. Parecia que o mundo havia sido &#8220;tomado&#8221;.<br />
A sensação que a notícia da morte de Michael nos deixa, conforme descreveu <strong><a href="http://goma.blogsome.com/2009/06/26/o-ultimo-susto-de-michael-jackson/" target="_blank">Hector Lima em seu blog</a></strong>, é como se algo no patamar de Mickey Mouse, Super-Homem e McDonald’s tivesse acabado. O sentimento é estranhamente de um acontecimento inverossímel.<br />
O interesse sobre o artista quase parou a internet. O gráfico acima mostra o pico de pesquisas sobre Michael Jackson no sistema de busca Google por acasião do anúncio de sua morte ( a empresa não divulga os números detalhados).<br />
Com as mudanças nas mídias, talvez nunca mais, se reunam as&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: left; padding: 0px;"><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/23148333@N06/3664474748/"></a></p>
<p style="text-align: center;"><img style="border: 0px solid #000000;" src="http://farm4.static.flickr.com/3634/3664474748_c2a992541d.jpg" alt="" width="600" height="320" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 0.8em; margin-top: 0px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/23148333@N06/3664474748/">Michael Jackson queries &#8211; Google</a>, originally uploaded by <a href="http://www.flickr.com/people/23148333@N06/">Search Engine Land</a>.</span></p>
</div>
<p>Lembro de quando eu era criança, morando numa rua pacata, num bairro residencial da zona leste de São Paulo, e me deparava com dois ou as vezes três sósias de Michael Jackson durante o curto trajeto de uma simples ida ao supermercado para comprar pão. Parecia que o mundo havia sido &#8220;tomado&#8221;.<br />
A sensação que a notícia da morte de Michael nos deixa, conforme descreveu <strong><a href="http://goma.blogsome.com/2009/06/26/o-ultimo-susto-de-michael-jackson/" target="_blank">Hector Lima em seu blog</a></strong>, é como se algo no patamar de Mickey Mouse, Super-Homem e McDonald’s tivesse acabado. O sentimento é estranhamente de um acontecimento inverossímel.<br />
O interesse sobre o artista quase parou a internet. O gráfico acima mostra o pico de pesquisas sobre Michael Jackson no sistema de busca Google por acasião do anúncio de sua morte ( a empresa não divulga os números detalhados).<br />
Com as mudanças nas mídias, talvez nunca mais, se reunam as condições para que um artista construa um sucesso da magnitude que Michael Jackson conseguiu durante a época de <em>Thriller</em>.<br />
O sucesso de outros artistas, como Elvis Presley ou Beatles, diferente do de Michael, sintetizaram possivelmente em mudanças comportamentais mais profundas e na consolidação de uma cultura jovem, mas pode ser que mundo nunca tenha simultaneamente concentrado tanto a atenção num só artista como durante alguns anos da década de 80.<br />
O fenômeno Michael Jackson pode ter sido o resultado da coincidência do momento máximo de um grande talento com o apogeu da estrutura centralizada das mídias em torno da televisão, que atingia universos de receptores nos contextos mais distantes e diversificados, numa fase ainda pouco afetada pelo vídeo ou pelo zapping do controle remoto entre os canais.<br />
Com crescimento da internet, um sucesso tão abrangente pode não mais se repetir, devido a grande competição por atenção, e fragmentação do público em redes de &#8220;comunicação eletrônica interativa de comunidades auto-selecionadas&#8221; como afirma Castells.<br />
Com um certo simbolismo, podemos considerar que com a morte de Michael tivemos o encontro de dois universos, o mundo da Internet (que ainda principia), e o mundo da televisão (que ainda domina, mas sente a influência de mudanças).  A grande façanha deste encontro de diferentes mundos, foi reproduzir ainda que por alguns dias, o que aconteceu durante alguns anos na decada de 80:</p>
<p>O mundo parou para ver Michael Jackson&#8230;</p>
<p>______________________</p>
<p><em>Segue algumas repercussões</em>:</p>
<p><strong><a href="http://gjol.blogspot.com/2009/06/o-dia-em-que-internet-quase-morreu.html" target="_blank">O dia em que a Internet quase morreu</a></strong><br />
O pesquisador <strong><a href="http://gjol.blogspot.com/2009/06/o-dia-em-que-internet-quase-morreu.html" target="_blank">Marcos Palacios</a></strong> comenta sobre o pico de tráfego com 4.2 milhões de visitantes (mais que o dobro do normal) nas horas seguintes ao anúncio da morte de Michael Jackson. O fenomêno que a AOL denominou como &#8220;a seminal moment in Internet history”.</p>
<p><strong><a href="http://arstechnica.com/web/news/2009/06/internet-groans-under-weight-of-michael-jackson-traffic.ars" target="_blank">Os Gemidos da Internet sob peso de tráfego de Michael Jackson</a></strong><br />
O <a href="http://arstechnica.com/web/news/2009/06/internet-groans-under-weight-of-michael-jackson-traffic.ars" target="_blank"><strong>Ars technica</strong></a> usa este título sugestivo pra descrever como Twitter, o Google, Facebook, diversos sites de informação, e até mesmo o iTunes foram praticamente esmagados sob o peso do repentino aumento de tráfego Internet.</p>
<p><strong><a href="http://www.nytimes.com/interactive/2009/06/25/arts/0625-jackson-graphic.html" target="_blank">Infográfico interativo</a></strong><br />
O Jornal <strong><a href="http://www.nytimes.com/interactive/2009/06/25/arts/0625-jackson-graphic.html" target="_blank">New York Times</a> </strong>criou um infográfico interativo com as posições de Michael Jackson no ranking da revista Billboard. É possivel fazer comparações com outros artistas famosos como Beatles ou U2. Via <strong><a href="http://infosthetics.com/archives/2009/06/nytimes_michael_jacksons_billboard_rankings_over_time.html" target="_blank">information aesthetics</a></strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Vampiros, o Google e o capitalismo cognitivo</title>
		<link>http://arlifrancis.org/blog/2008/09/09/draculas-o-google-e-o-capitalismo-cognitivo-2/</link>
		<comments>http://arlifrancis.org/blog/2008/09/09/draculas-o-google-e-o-capitalismo-cognitivo-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 07:47:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Arlindo Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciber-debate]]></category>
		<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[concentração]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="float: left; margin-right: 4px; margin-bottom: 4px;"><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/joan_thewlis/2670671208/"><img style="border: solid 2px #000000;" src="http://farm4.static.flickr.com/3179/2670671208_6eb6c951f8_m.jpg" alt="" /></a><br />
<span style="font-size: 0.9em; margin-top: 0px;"> <a href="http://www.flickr.com/photos/joan_thewlis/2670671208/">1931 Dracula movie poster<br />
</a> Originally uploaded by  <a href="http://www.flickr.com/people/joan_thewlis/">Joan Thewlis</a> </span></div>
<p>Para o filósofo Antonio Negri (2003, p. 94) &#8220;A originalidade do capitalismo cognitivo consiste em captar, em uma atividade social generalizada, os elementos inovadores que produzem valor&#8221;. As críticas ao Google relacionadas ao desrespeito à privacidade nos fazem pensar na validade da afirmação.<a href="http://www.readwriteweb.com/about_marshall.php" target="_blank"> Marshall Kirkpatrick</a> do <a href="http://www.readwriteweb.com/archives/google_and_privacy_a_history.php" target="_blank">ReadWriteWeb</a> publicou uma análise dos Termos de Serviço do recém lançado navegador do <a href="http://www.google.com/chrome" target="_blank">Google Chrome</a> , e revelou trechos nos quais os usuários eram obrigados a permitir o compartilhamento com outras empresas de qualquer conteúdo enviado, escrito ou publicado (de forma semelhante aos termos do Google Docs). O Google logo em seguida  afirmou que utiliza termos de serviço universais em muitos produtos para facilitar a vida dos usuários, e rapidamente retirou os itens criticados do contrato. Complementando o texto foi lembrada uma série de polêmicas relacionadas ao Google, entre elas os casos <a href="http://www.readwriteweb.com/archives/viacom_youtube_user_data.php" target="_blank">Google x Viacom</a>, <a href="http://www.readwriteweb.com/archives/china_censorship_yahoo_microsoft_google.php" target="_blank">Olimpíadas</a>, <a href="http://www.readwriteweb.com/archives/gmail_tries_to_be_less_creepy.php" target="_blank">Google reader</a> e <a href=" http://www.readwriteweb.com/archives/google_health_launches_public_beta.php.">Google Health</a>. Neste&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="float: left; margin-right: 4px; margin-bottom: 4px;"><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/joan_thewlis/2670671208/"><img style="border: solid 2px #000000;" src="http://farm4.static.flickr.com/3179/2670671208_6eb6c951f8_m.jpg" alt="" /></a><br />
<span style="font-size: 0.9em; margin-top: 0px;"> <a href="http://www.flickr.com/photos/joan_thewlis/2670671208/">1931 Dracula movie poster<br />
</a> Originally uploaded by  <a href="http://www.flickr.com/people/joan_thewlis/">Joan Thewlis</a> </span></div>
<p>Para o filósofo Antonio Negri (2003, p. 94) &#8220;A originalidade do capitalismo cognitivo consiste em captar, em uma atividade social generalizada, os elementos inovadores que produzem valor&#8221;. As críticas ao Google relacionadas ao desrespeito à privacidade nos fazem pensar na validade da afirmação.<a href="http://www.readwriteweb.com/about_marshall.php" target="_blank"> Marshall Kirkpatrick</a> do <a href="http://www.readwriteweb.com/archives/google_and_privacy_a_history.php" target="_blank">ReadWriteWeb</a> publicou uma análise dos Termos de Serviço do recém lançado navegador do <a href="http://www.google.com/chrome" target="_blank">Google Chrome</a> , e revelou trechos nos quais os usuários eram obrigados a permitir o compartilhamento com outras empresas de qualquer conteúdo enviado, escrito ou publicado (de forma semelhante aos termos do Google Docs). O Google logo em seguida  afirmou que utiliza termos de serviço universais em muitos produtos para facilitar a vida dos usuários, e rapidamente retirou os itens criticados do contrato. Complementando o texto foi lembrada uma série de polêmicas relacionadas ao Google, entre elas os casos <a href="http://www.readwriteweb.com/archives/viacom_youtube_user_data.php" target="_blank">Google x Viacom</a>, <a href="http://www.readwriteweb.com/archives/china_censorship_yahoo_microsoft_google.php" target="_blank">Olimpíadas</a>, <a href="http://www.readwriteweb.com/archives/gmail_tries_to_be_less_creepy.php" target="_blank">Google reader</a> e <a href=" http://www.readwriteweb.com/archives/google_health_launches_public_beta.php.">Google Health</a>. Neste sentido podemos pensar uma ideologia de participação Web 2.0, pode se tornar uma ideologia do trabalho imaterial grátis como afirma <a href="http://www.uic.edu/htbin/cgiwrap/bin/ojs/index.php/fm/article/view/2138/1945" target="_blank">Trebor Scholz</a>. Alguns afirmam ser uma troca. É uma troca justa? </p>]]></content:encoded>
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