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Artigos na categoria Inteligência Coletiva

Inteligência Coletiva, Salada total »

por Francisco Arlindo Alves

[7 Feb 2010 | Comente ! | 89 views]

  • Resumo do livro RUR do escritor tcheco Karel Kapek no qual foi utilizado pela primeira vez palavra robot. R.U.R. was written in 1920, premiered in Prague early in 1921, was performed in New York in 1922, and published in English translation in 1923. The following year, G. B. Shaw and G. K. Chesterton were among those in London participating in a public discussion of the play. Capek responded, via The Saturday Review, to what he felt was the excessive thematic attention they and other critics paid to one of his devices: “For myself, I confess that as the author I was much more interested in men than in Robots.” [1]
    (tags: robots livro)
  • From Cave Paintings to the Internet A Chronological and Thematic Database on the History of Information and Media 2,500,000 BCE to 8,000 BCE Timeline

Ciber-debate, Inteligência Coletiva, Variedades »

por Francisco Arlindo Alves

[8 May 2009 | Comente ! | 344 views]


newspaper blackout poem
Originally uploaded by Precious Roy

Diversas publicações no mundo, como por exemplo as revistas The New Yorker e Time estão publicando artigos prevendo o fim dos jornais. Esta morte anunciada tem como um dos seus principais fatores a decadência do jornal impresso, e neste cenário pessimista o recente lançamento do novo leitor de documentos eletrônicos da Amazon, o Kindle DX, foi recebido como uma potencial tábua de salvação para um futuro improvável. Com sua tela maior, ele se adapta de maneira mais eficiente a leitura do tipo de conteúdo produzido por jornais.

Grandes publicações têm visto suas receitas caírem com a diminuição das vendas da versão impressa e baixo retorno da  publicidade de suas versões online. Como estratégia para reverter esta situação, New York Times, Washington Post, Boston Globe pretendem oferecer “gratuitamente” o Kindle aos assinantes que não puderem receber o jornal impresso onde residem. O leitor da Amazon pode  proporcionar em sua tela uma legibilidade tão boa quanto o papel impresso, por meio de sua tecnologia de tinta eletrônica sem emissão de luz. A leitura se torna menos cansativa do que nas telas dos computadores, e pode ser feita de qualquer ângulo ou sobre a luz natural. A intenção das empresas jornalisticas em valorizarem as assinaturas pode configurar uma tendência de um retorno a idéia de conteúdos fechados aos assinantes.

Esta semana o respeitado escritor e jornalista americano Gay Talese disse em entrevista na folha: “…New York Times… se encontra em uma situação econômica alarmante.. Vários erros foram cometidos ali. O principal deles foi terem aberto seu conteúdo on-line…” . A questão é se ainda é possivel de voltar atrás diante das tecnologias disponíveis hoje em dia.

Pensando no jornal impresso em termos de usabilidade no meu dia-a-dia, procuro otimizar meu tempo tentando ler o jornal, no metrô ou no ônibus ou na hora do almoço dentro de restaurantes que consistem em lugares apertados, cheios de pessoas competindo por um pouco de espaço. Mas nestes ambientes uma das coisas que mais me atrapalha no jornal são as suas dimensões. Quando o formato da publicação é o  “tablóide europeu” (Zero Hora, 25 cm x 35 cm) tudo bem, é mais fácil… mas quando o formato é standard… (Folha de São Paulo) ler um jornal se torna um grande exercício de contorcionismo, malabarismo, estratégias de demarcação de territórios e técnicas japonesas de origami.

Uma das vantagens alardeadas do Kindle DX é sua tela maior, o que chega a ser uma boa vantagem com relação a este meu problema quando comparamos seus 10 centímetros aos aproximadamente 56 centímentros do formato standard Folha de S.Paulo. (Mas espero que em breve inventem um Kindle “dobrável”)

A idéia de escrever este texto, foi inspirada na leitura de um post no blog do pesquisador Alex Primo em que ele fala de sua experiência de ler um jornal:  “…A leitura de um jornal faz parte de nossos hábitos. Gosto de ler a Zero Hora de manhã na mesa do café. Seria muito chato levar o notebook para a cozinha! E leio a Folha de São Paulo durante o almoço...”

Refletindo sobre isso, em termos do que podemos sentir ao experienciar a leitura de um jornal impresso, o Kindle pode ser uma faca de dois gumes para as empresas jornalísticas, resolve sob o ponto de vista do conforto e comodidade facilitando a leitura de conteúdos jornalísticos mais aprofundados, mas pode eliminar o que era uma vantagem e motivação de se comprar um jornal impresso, acirrando a competição entre conteúdos disponibilizados gratuitamente pelos usuários na internet e os criados pelas empresas jornalísticas. Enquanto o Kindle não disponibilizar uma interface para Web esta competição poderá ser adiada, mas isso parece uma questão de tempo até que estas telas com maior legibilidade cheguem a todos computadores e laptops e smartphones.

Sobre estas novidades tecnologicas, uma das coisas que me incomoda um pouco é ter que atravessar a cidade carregando mais uma parafernália, além do laptop e celular e outras bagagens tecnológicas. Espero que haja uma evolução, na direção da convergência em seu sentido clássico, como preconizava por Negroponte no MIT no final dos anos 1980 que vem a ser um convergir de aparelhos e tecnologias. Já a convergência em sua conceituação mais moderna é um modelo mais abrangente que atinge não só aspectos tecnológicos e econômicos mas também culturais como tem proposto Henry Jenkins. E neste contexto o jornal tradicional vai se tornando cada dia mais, um tipo de cadáver impresso frente aos gigantescos fluxos de conteúdos que se deslocam pelas redes, e o grande dilema dos jornais é encontrar um novo formato e um novo modelo de négocio que se adapte a esta nova realidade. Será este um fim de um começo ou o começo de um fim ?

Referências:

Cultura da Convergência – Henry Jenkins.
Vida Digital – Nicholas Negroponte
New Maps for Old?: The Cultural Stakes of ‘2.0′ – Caroline Bassett
Poderá o Kindle DX salvar os jornais? – Alex Primo
Jornal: o cadáver impresso – Jardel Dias Cavalcanti

Ciber-debate, Design, Inteligência Coletiva »

por Francisco Arlindo Alves

[30 Apr 2009 | Comente ! | 249 views]

FILE SÃO PAULO 2008, originally uploaded by cicero silva.

Lembro que uns tempos atrás tentei começar a colaborar com a Wikipedia em português escrevendo um artigo sobre o FILE – Festival Internacional da Linguagem Eletrônica que é um dos mais importantes eventos de arte e tecnologia do Brasil.
Estava começando a escrever colocando as informações básicas, onde era o festival, do que se tratava, sua relevância internacional, os artistas que participavam. Meu artigo não foi aprovado porque, segundo o administrador, o festival não foi considerado um tema relevante.
O censor provalmente não entendia nada do assunto e esperasse uma fonte do Portal G1 (que tem pouca relavância para tema) no lugar de link para os trabalhos de artistas e teóricos de importância internacionacional como um Ted Nelson.
O que acontece é a ironia de termos um link para este importante festival brasileiro na Wikipédia em inglês e simplesmente não existe um verbete na versão em português .

Isso apesar da própria Wikipédia em português confirmar num artigo sobre arte interativa que na “América do Sul o maior evento é o File Festival que acontece na cidade de São Paulo no Brasil”.

———————-
Esta é uma reprodução de um comentário que fiz a um texto no Blog do Pedro Dória em que ele faz uma crítica aos censores na Wikipedia em português, que acabam desestimulando a colaboração, o que torna o ambiente pobre em contribuições. Pedro reforça o que também foi exposto há pouco tempo por Juliano Spyer no Nãozero denunciando uma mentalidade colonialista, que parece bem o que acontece neste caso do FILE.

Artigo wikipédia em inglês sobre o File Festival
[ aqui ]

Artigo sobre arte interativa que afirma a importância do FILE, em contradição do que afirmou o administrador (Espero que não apagem!)
[ aqui ]

Inteligência Coletiva, Salada total, Variedades »

por Francisco Arlindo Alves

[12 Mar 2009 | Comente ! | 217 views]

Ophir Kutiel mais conhecido como Kutiman é um músico, Djs e produtor musical israelense criou este e outros sensacionais remixes usando trechos de diversas performances musicais do YOUTUBE. O resultado é excelente.

Dica do Remixtures.

Ciber-debate, Inteligência Coletiva, Web 2.0 »

por Francisco Arlindo Alves

[8 Feb 2009 | Comente ! | 425 views]


c4_crowdsourcing Originally uploaded by
Juan Freire

Já abordamos rapidamente em posts anteriores questões ligadas ao capitalismo cognitivo. Complementando esta discussão segue abaixo uma pequena lista de links com textos que analisam a colaboração e a participação nas mídias sociais e como elas são exploradas pelos grupos econômicos:

O primeiro é um tipo de manifesto anti-Myspace / Facebook (caberia o mesmo em relação ao Orkut).  Este manifesto, é uma crítica contundente as corporações que comandam estas redes sociais. Segundo esta visão, estes grupos econômicos aprisionam os indivíduos, causam dependência e principalmente exploram seus participantes e seus laços sociais. Como resposta para escapar destas armadilhas, sugere que todos encerrem suas contas pessoais nestes serviços, e adotem soluções inspiradas no software livre ou código aberto como o Franklin Street Statement que é uma alternativa às praticas de cloud computing ou Identi.ca que é uma alternativa ao Twitter.

O manifesto esta em :
techno tranny slut

Este “manifesto” é uma das referências apresentadas em outra interessante discussão sobre as corporações, software livre e colaboração que estão presentes nos comentários de Raoul Victor reproduzidos no site da P2P Foundation por Michel Bauwens.
[aqui].

E é de Bauwens, uma outra dica de uma série de artigos sobre modelos de negócios ligados à estratégias de código aberto.
[aqui].

Trebor Scholz sugere uma conferida na discussão sobre controle, no contexto da ferramenta Latitude do Google que oferece a geolocalização dos participantes numa rede social integrada a celulares:
[aqui]

Para completar, a polêmica sobre questões que envolvem invasão de privacidade por ocasião do anuncio (oficial) do presidente-executivo da rede social Facebook, Mark zuckerberg, sobre a intenção de comercialização das informações dos 150 milhões de usuários do serviço.
[aqui]

Ciber-debate, Design, Inteligência Coletiva, Web 2.0 »

por Francisco Arlindo Alves

[3 Jan 2009 | 2 Comentários | 1,419 views]

Nos próximos posts, começarei publicar breves comentários a respeito de 15 obras recentes sobre novas mídias ou ligadas as novas mídias que de múltiplas perspectivas (muitas vezes opostas e contraditórias) demonstram tendências, reflexões e percepções em que podemos perceber oportunidades e aspectos benéficos e ao mesmo tempo armadilhas e perigos. Em minha análise se configura a emergência de um cenário ambíguo, permeado de contradições. Novas formas de produção e de organização desta mesma produção proporcionam novas liberdades e promissoras possibilidades de emancipação aparecem na mesma medida que podemos encontram novas formas de concentração de poder e controle. Entretanto nesta série de posts não pretendo ainda observar criticamente as obras, mas apenas entender melhor os pontos de vista dos autores. Os curtos comentários a respeito das obras selecionadas que me proponho fazer aqui, são baseados na minha própria leitura como também na análise destas obras por sites conceituados (principalmente as obras muito recentes, que não tive acesso ainda).

Leia sobre os livros que já foram comentados nesta série.

Alguns dos sites que serviram como referência foram:

http://www.convergenceculture.org/weblog
http://produsage.org/
http://blog.p2pfoundation.net/
http://arstechnica.com
http://www.americanscientist.org
http://mastersofmedia.hum.uva.nl
http://www.schneier.com/blog/
http://www.nettime.org

No decorrer desta série de posts serão acrescentadas outras referências.

Design, Inteligência Coletiva, Web 2.0 »

por Francisco Arlindo Alves

[21 Oct 2008 | 01 Comentário | 436 views]


Tad not drinking wine
Originally uploaded by ekai

O termo Mashup antes de ser relacionado aos serviços de internet, teve sua origem na música, e neste contexto significa a prática de fazer uma música usando pedaços de outras duas ou três músicas. Não é uma prática recente, em 1956, Bill Buchanan and Dickie Goodman fizeram sucesso com a canção paródia “The Flying Saucer” (Disco Voador). A canção reproduzia a locução de Orson Welles sobre a invasão de discos voadores que assustou muitas pessoas em 1930, numa adaptação do livro “Guerra do Mundos” H.G. Wells. Apesar do sucesso, a idéia de mistura idéias causou problemas na justiça com questões relacionadas a direitos autorais.
A prática foi utilizada pelo Djs Jamaicanos nos 70 cuja influência chegou aos anos 90 com a explosão da música eletrônica e do Hip-Hop, quando a prática de misturar músicas se espalha e passa a ser feita não apenas com músicas, mas também com vídeos.
Na Internet, os mashups são serviços disponíveis em sites, Leia o texto completo »