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Artigos na categoria Destaques

Ciber-debate, Destaques »

por Francisco Arlindo Alves

[26 Aug 2008 | Comente ! | 576 views]
A violenta guerra da escassez contra o excesso

A multiprogramação na TV digital não é uma opção para a Rede Globo” … “Ao optar pela alta definição, as emissoras também evitam que novos ‘players’ entrem em seu mercado.” estas frases foram proferidas por Fernando Bittencourt diretor de engenharia da Globo num fórum sobre TV Digital semana passada.


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donmimi83 ( away )

A filosofia da escassez e a montagem de gigantescas barreiras de entrada (econômicas e técnicas) limitando a competição, foi a estratégia dos grupos de comunicação que dominaram as mídias no século XX: Jornais, TV, cinema, radio, televisão. Mas agora todo poder que nasceu na escassez está ameaçado pelo excesso… o excesso digital. Nasce um conflito violento e silencioso (a contra-revolução da mídia tradicional não será televisionada).
Os grupos que vivem da escassez tentam combater o excesso na internet, atacando a simplicidade da rede, com exigências a provedores, obrigando a montagem de grandes e carissímas estruturas de controle, com o registro de logs e armazenamento de páginas. O que justifica o controle é o medo: Terrorismo, pedofilia. O objetivo é proibir as trocas de arquivos e criar barreiras econômicas. Montar a nova barreira de entrada, limitando os meios somente aos que tem grandes somas de capital para investir. Neste momento dezenas de legislações estão sendo discutidas em vários países regulando e introduzindo a escassez na internet, para citar uns poucos exemplos, entre muitos: França , Italia , Canadá , Alemanha , Polonia e Hungria e também no Brasil. A revolução digital feriu fortemente os grupos da escassez. Mas a contra-revolução destes grupos já começou. Resta saber se vamos resistir.

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por Francisco Arlindo Alves

[18 Aug 2008 | 2 Comentários | 1,400 views]
Edupunk. Que Deus salve os pedagogos!!

É impressionante aceleração do mundo. O conceito de “Edupunk” nasceu em Maio de 2008 no blog de Jim Groom um especialista em tecnologia para educação. Rapidamente a idéia se espalhou por blogueiros e acadêmicos ao ponto de o caderno de educação do jornal inglês Guardian publicar o artigo de David Cohen Nevermind the pedagogues, here’s edupunk.


PUNK ROCK NEW YEAR’S
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O Edupunk ganhou corpo inspirando novas idéias e debates, configurando uma oposição poderosa à comercialização da educação e influência de governos e corporações nas universidades. Hoje muitas universidades parecem shoopings ou fábricas de “apertadores de parafusos”, sem falar em certas parcerias empresa-escola, com pesquisas protegidas por contrato que proíbem críticas públicas aos resultados, mesmo quando lesivos a população. Esta “corporativação” da educação esta muito bem descrita no livro “No Logo” de Naomi Klein. Contra isso, a idéia do Edupunk propõe utilizar ferramentas tecnológicas abertas e colaborativas, como algumas presentes na web 2.0 e somar a isso as ideologias do movimento punk adaptadas a educação, o “do-it-yourself “: Tenha sua própria atitude! Aprenda e pense por você mesmo!
O conceito Edupunk se que originou o texto chamado The Glass Bees de Jim Groom, que é uma dura crítica ao lançamento da nova versão do software educacional BlackBoard . Este software é um Learning Management System (LMS) um ou seja sistema de gestão de aprendizagem. Leia o texto completo »

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por Francisco Arlindo Alves

[4 Aug 2008 | 01 Comentário | 893 views]
Banner contra o projeto para controlar a internet

CIBERCRíTICA e se une a mobilização contra o projeto do Senador Azeredo que ameaça a liberdade na internet.
azeredo

Para utlizar o Banner acima É FACIL, é só COPIAR e COLAR os códigos abaixo no seu blog ou site, ESPALHE!

No seu site use este:

<a href=”http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html” target=”_blank”><img src=”http://i50.photobucket.com/albums/f325/arlifrancis/projetoazeredo.gif” border=”0″ alt=”azeredo” /></a>

Se for um forum, ou blog tente este código:

[url=http://www.http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html] [img=http://i50.photobucket.com/albums/f325/arlifrancis/projetoazeredo.gif][/url]

Ou este código:

[URL=http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html] [IMG]http://i50.photobucket.com/albums/f325/arlifrancis/projetoazeredo.gif[/IMG][/URL]

Contra a ameaça à internet… a força da internet!

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por Francisco Arlindo Alves

[4 Aug 2008 | Comente ! | 747 views]
A trapaça do design

O filósofo Vilém Flusser (2007), em seu texto “Sobre a palavra design” sugere que o design faz com que toda cultura seja uma trapaça. Analisaremos brevemente alguns aspectos deste ensaio relacionado-os com a teoria sócio-histórica de Vygotsky.
Utilizando como exemplo a alavanca, Flusser afirma que o seu design é uma imitação do braço, um braço artificial que busca enganar a natureza por meio da técnica.
“Esse é o design que esta na base de toda cultura: enganar a natureza por meio da técnica” .(FLUSSER, p.184)
Neste sentido Engels em seu trabalho “A dialética da Natureza” afirma que a especialização da mão, conforme (1976, p.40), resulta na surgimento do instrumento (ferramenta), “e o instrumento implica a atividade especificamente humana, a reação transformadora do homem sobre a natureza… O Homem difere dos outros animais porque faz com que a natureza sirva aos seus propósitos, dominando-a”. Para Flusser, um ser humano é um design contra a natureza.
A função de elemento mediador nos processos de interação do homem e seu ambiente atribuída por Engels aos “instrumentos”, foi estendida aos signos pelo psicólogo russo Vygotsky (1984, p.9). Em sua teoria sócio-histórica desenvolvida em colaboração com o neuropsiquiatra Luria “os sistemas de signos (a linguagem, a escrita, o sistema de números), são criados pelas sociedades ao longo do curso da história humana e mudam a forma social e o nível de seu desenvolvimento cultural”. A analogia entre o signo e o instrumento esta fundamentada na função mediadora presente nestes conceitos.
Para Vygotsky o controle da Natureza e o controle do comportamento estão interligados, a intervenção do homem sobre a natureza altera a própria natureza humana. Da mesma forma o uso de signos condiciona o ser humano a uma estrutura particular de comportamento e cria processos psicológicos enraizados na cultura. [...] continua em “A trapaça do Design II”.

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por Francisco Arlindo Alves

[4 Aug 2008 | Comente ! | 312 views]
O universo das máquinas: Status sagrado e alienação II

Continuação de: O universo das máquinas: Status sagrado e alienação

Simondon observa que o “A realidade humana reside nas máquinas assim como as relações humanas são fixadas e cristalizadas em sua estruturas funcionais” (1958, p. 4). O universo das máquinas intermedia a relação ente os homens e a natureza . A noção do objeto técnico, como algo distante, não familiar, oculta toda a realidade dos esforço humanos na natureza na construção destes objetos.

As novas formas de alienação surgem não apenas da forma como as máquinas intermediam as relações entre homens e natureza, mas cada vez mais como as relações dos homens são intermediadas entre si com o advento das redes e do ciberespaço. O conhecimento da natureza e essência desta intermediações pressupõe a inclusão no universo das significação não apenas da máquinas, mas igualmente o softwares e as estruturas de comunicação.

Se pensarmos na perspectiva de Vygotsky (1998) o controle da Natureza e o controle do comportamento estão interligados, a intervenção do homem sobre a natureza altera a própria natureza humana. Da mesma forma podemos concluir que o uso de signos e a maneira que estes signos circulam neste mundo da maquinas semióticas também condiciona uma estrutura particular de comportamento e cria processos psicológicos enraizados na cultura.