Artigos na categoria Ciber-debate
Ciber-debate, Design, Inteligência Coletiva, Principal, Web 2.0 »
por Francisco Arlindo Alves

Nos próximos posts, começarei publicar breves comentários a respeito de 15 obras recentes sobre novas mídias ou ligadas as novas mídias que de múltiplas perspectivas (muitas vezes opostas e contraditórias) demonstram tendências, reflexões e percepções em que podemos perceber oportunidades e aspectos benéficos e ao mesmo tempo armadilhas e perigos. Em minha análise se configura a emergência de um cenário ambíguo, permeado de contradições. Novas formas de produção e de organização desta mesma produção proporcionam novas liberdades e promissoras possibilidades de emancipação aparecem na mesma medida que podemos encontram novas formas de concentração de poder e controle. Entretanto nesta série de posts não pretendo ainda observar criticamente as obras, mas apenas entender melhor os pontos de vistas do autores. Os curtos comentários a respeito das obras selecionadas que me proponho fazer aqui, são baseados na minha própria leitura como também na análise destas obras por sites conceituados (principalmente as obras muito recentes, que não tive acesso ainda). Alguns dos sites que serviram como referência foram:
http://www.convergenceculture.org/weblog
http://produsage.org/
http://blog.p2pfoundation.net/
http://arstechnica.com
http://www.americanscientist.org
http://mastersofmedia.hum.uva.nl
http://www.schneier.com/blog/
http://www.nettime.org
No decorrer desta série de posts serão acrescentadas outras referências.
Ciber-debate, Design, Inteligência Coletiva, Web 2.0 »
por Francisco Arlindo Alves
A emergência dos PLE (Personal Learning Environments ou Ambientes de Aprendizagem Pessoal) tem cada vez se acentuado no uso da tecnologia na educação. Ferramentas colaborativas e de compartilhamento como blogs, wikis estão ameaçando o domínio de dos chamados sistemas VLE (Virtual Learning Environments) como o Blackboard.
Até pouco tempo, sistemas como Blackboard expandiam sua influência atingindo um estágio de desenvolvimento definido como dominant design (design dominante). Segundo, Utterback e Abernathy (1975) isso ocorre quando um produto ou uma tecnologia supera a fase da inicial de inovação e diversidade inicial de modelos e começa a seguir padrões básicos de configuração que resultam num status de um “design dominante”. Entretanto, no caso dos sistemas VLE este status começa a ser muito questionado e entre as principais críticas podemos destacar cinco:
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Ciber-debate, Design, Web 2.0 »
por Francisco Arlindo Alves
É uma estupidez. É pior do que estupidez... É uma campanha de marketing... Esta opinião sobre ascensão da Cloud Computing foi proferida esta semana pelo ativista político do software livre Richard Stallman e tem gerado polêmica.
Cloud Computing (computação em nuvem) é uma arquitetura de computação cada vez mais utilizada e que consiste na virtualização de aplicativos, processamento e armazenamento de dados. Exemplos de Cloud Computing mais famosos são os aplicativos do Google como Google Docs, Gmail ou o Adobe Photoshop Express, eles permitem que computadores menos potentes possam ter acesso a recursos poderosos em servidores na Web muitas vezes de forma gratuita.
O que os críticos da Cloud Computing alegam é que os serviços disponibilizados mais perigosos do que os do software proprietário tradicional, pois além do usuário não ter acesso ao código do software (como sempre aconteceu com o Windows), a própria produção usuário fica arquivada no computadores do proprietário do software (como acontece no Google). A inacessibilidade do código prejudica a inovação e oculta uso que empresas como o Google fazem de milhões de informações recolhidas em sua “nuvem”, o que gera suspeitas de estratégias de monopólio, controle e dominação.
A discussão entre prós e contras da fala de Stallman é polêmica, no Maestros del Web por exemplo, um fórum de desenvolvedores latino americanos, os defensores da Cloud Computing defendiam a praticidade e conforto de poder acessar dados de qualquer lugar e de usar recursos poderosos de computação de maneira gratuita, Leia o texto completo »
Ciber-debate, Design, Variedades »
por Francisco Arlindo Alves
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Google makes handset debut with rival to iPhone
O link acima direciona para a matéria do Guardian que aborda o lançamento do T-Mobile G1, o chamado telefone do Google. O aparelho tentar se diferenciar do iPhone, propondo ser um dispositivo que pode agregar e compartilhar recursos criados pelos usuários, criando um ambiente favorável à inovação. O G1 utiliza o ‘Android’, sistema operacional aberto para celular lançado pelo Google. E assim o google vai empreendendo suas guerras em vários fronts...
Ciber-debate, Web 2.0 »
por Francisco Arlindo Alves
A jornalista Juliana Vilas 29, codinome “Pássara” (como esta no seu site) armada apenas com seu celular Nokia N95 diariamente registra e publica vídeos, fotos e textos no URBLOG com curiosas histórias do cotidiano da capital paulista. Como no caso das mulheres que lavam a calçada com mangueiras, o acompanhamento das pessoas que “recolhem” mendigos, a dica de uma lanchonete no centro, ou um parque na períferia. Ela aceita sugestões dos leitores, sobre lugares interessantes a serem explorados.
O pensador das novas mídias Yochai Benkler (2006, p. 2), afirma que “Uma economia baseada na informação, com processadores de alta capacidade, cada vez mais baratos, funcionando numa rede impregnante de alta prenetrabilidade”, está permitindo uma crescente produção fora dos sistemas de mercado, dos setores que dominam informação e cultura. Leia o texto completo »
Ciber-debate »
por Francisco Arlindo Alves
Controlar a qualidade dos conteúdos que são exibidos na TV. Mas quem vai fazer o controle? O governo? Uma comissão “representativa” da sociedade ? Ou os próprios cidadãos em suas casas? Parece ser mais democrático, que cada um possa controlar o conteúdo exibido em sua casa conforme seus valores, pois a definição de qualidade é subjetiva, e não deveria ser imposta, seja pelo governo ou por supostos representantes da sociedade.
Aqui no Brasil, apesar da regulamentação do V-CHIP (recurso que dá ao telespectador o poder de bloquear conteúdos, mediante uma pré-classificação) as pessoas são sabem como usar o dispositivo ou mesmo desconhecem sua existência, sendo impossível avaliar sua eficácia. As classificações da programação, são feitas de cima-para-baixo pelo governo e por pequenos grupos mobilizados que supostamente representam a sociedade, mas que efetivamente nunca vão representar inteiramente a diversidade de pensamento e valores dentro de cada grupo ou classe social. Desta forma temos que engolir o que um colegiado define como qualidade, seus conceitos de obscenidade ou violencia, anulando nossa própria capacidade crítica diante da TV.
Matthew Lasar no Ars Tecnica fez um panorama sobre estas questões nos Estados Unidos, ele aborda a experiência do TV Watch que disponibiliza um excelente tutorial “fácil como uma torradeira” Leia o texto completo »
Ciber-debate »
por Francisco Arlindo Alves
Em 1991 Robert B. Kozma no artigo Learning with Media já abordava a capacidade dos computadores em transformar informações de um sistema simbólico para outro. Para ele, os computadores estabelecem a relação entre símbolos e o mundo real de modo direto. Quando objetos concretos são representados graficamente, ou mesmo entidades abstratas como a velocidade ou gravidade, configuram-se modelos mentais que facilitam o aprendizado.
Na época Kozma, baseou sua argumentação num estudo que revelou uma facilitação na compreensão dos alunos no ensino de temas ligados à física e a mecânica. Leia o texto completo »
Ciber-debate, Salada total »
por Francisco Arlindo Alves
Recentemente a discussão sobre a internet nas eleições nos EUA girou em torno da pergunta “Será que John McCain sabem como operar um computador?”. Esta falsa questão seria mesma que considerar o fato de o Lula ter sido metalúrgico como relevante em alguma política para siderurgia do governo. O pesquisador Tim Wu criador do conceito da Net Neutrality publicou um texto na revista eletrônica Slate discutindo as diferenças dos dois candidatos com relação a internet e os reais valores que estão em disputa. McCain vê o meio como a televisão a cabo ou como um produto que deve ser regulado pelo mercado. Obama percebe como um recurso público, uma infra-estrutura que deve permanecer livre para favorecer uma inovação, que consequentemente beneficia a própria economia. Mccain vê a internet como um carro: Você adquire se tiver dinheiro e se você quiser. Para Obama seria um recurso essencial, nesta visão a banda larga deveria estar em todas casas, da mesma forma que a eletricidade ou a água.
Texto completo de Tim Wu | Dica do David Weinberger
Ciber-debate, Web 2.0 »
por Francisco Arlindo Alves
Para o filósofo Antonio Negri (2003, p. 94) “A originalidade do capitalismo cognitivo consiste em captar, em uma atividade social generalizada, os elementos inovadores que produzem valor”. As críticas ao Google relacionadas ao desrespeito à privacidade nos fazem pensar na validade da afirmação. Marshall Kirkpatrick do ReadWriteWeb publicou uma análise dos Termos de Serviço do recém lançado navegador do Google Chrome , e revelou trechos nos quais os usuários eram obrigados a permitir o compartilhamento com outras empresas de qualquer conteúdo enviado, escrito ou publicado (de forma semelhante aos termos do Google Docs). O Google logo em seguida afirmou que utiliza termos de serviço universais em muitos produtos para facilitar a vida dos usuários, e rapidamente retirou os itens criticados do contrato. Complementando o texto foi lembrada uma série de polêmicas relacionadas ao Google, entre elas os casos Google x Viacom, Olimpíadas, Google reader e Google Health. Neste sentido podemos pensar uma ideologia de participação Web 2.0, pode se tornar uma ideologia do trabalho imaterial grátis como afirma Trebor Scholz. Alguns afirmam ser uma troca. É uma troca justa? Leia o texto completo »
Ciber-debate, Design, Web 2.0 »
por Francisco Arlindo Alves
O Google anunciou o lançamento do seu novo navegador de código aberto chamado Chrome. Isso acontece uma semana depois da Microsoft anunciar uma versão teste do seu browser o Internet explorer 8. Com Chrome o Google promete inovação na otimização de memória, com um sistema de coleta de lixo digital. O browser promete proteger o usuário de ameaças de malware usando o mesmo sistema de listas negras que impedem que o sistema de busca do Google seja corrompido.
Podemos perceber tonalidades bem claras desta guerra que definem seus exercitos e suas visões de mundo:
A Microsoft afirma que seu Internet Explorer é superior porque tem um preocupação com privacidade, possibilitando que informações que um usuario não deseja compartihar sejam preservadas. Fazer coisas fechadas e que não sejam compartilhadas faz parte da filosofia da empresa.
Enquanto isso, o grande négocio do Google é utilizar os dados dos indivíduos, para melhorar cada vez suas ferramentas de procura, e incentivar a partipação das pessoas para agregar valor aos seus próprios produtos. Leia o texto completo »
Ciber-debate, Salada total, Variedades »
por Francisco Arlindo Alves
É impressionante aceleração do mundo. O conceito de “Edupunk” nasceu em Maio de 2008 no blog de Jim Groom um especialista em tecnologia para educação. Rapidamente a idéia se espalhou por blogueiros e acadêmicos ao ponto de o caderno de educação do jornal inglês Guardian publicar o artigo de David Cohen Nevermind the pedagogues, here’s edupunk.
O Edupunk ganhou corpo inspirando novas idéias e debates, configurando uma oposição poderosa à comercialização da educação e influência de governos e corporações nas universidades. Hoje muitas universidades parecem shoopings ou fábricas de “apertadores de parafusos”, sem falar em certas parcerias empresa-escola, com pesquisas protegidas por contrato que proíbem críticas públicas aos resultados, mesmo quando lesivos a população. Esta “corporativação” da educação esta muito bem descrita no livro “No Logo” de Naomi Klein. Contra isso, a idéia do Edupunk propõe utilizar ferramentas tecnológicas abertas e colaborativas, como algumas presentes na web 2.0 e somar a isso as ideologias do movimento punk adaptadas a educação, o “do-it-yourself “: Tenha sua própria atitude! Aprenda e pense por você mesmo!
O conceito Edupunk se que originou o texto chamado The Glass Bees de Jim Groom, que é uma dura crítica ao lançamento da nova versão do software educacional BlackBoard . Este software é um Learning Management System (LMS) um ou seja sistema de gestão de aprendizagem. Leia o texto completo »
Ciber-debate, Design »
por Francisco Arlindo Alves
CIBERCRÍTICA que começou a poucos dias surpreendentemente recebeu a visita ilustre do professor Cicero Inácio da Silva, coordenador da iniciativa do Software Studies no Brasil, ele gentilmente nos informou o link do video da teleconferência sobre os estudos de software no FILE do qual participa ele mesmo e Lev Manovich. Eu ainda não tinha visto a fala do prof. Cicero (cheguei no evento após ele falar). Ele levanta a questão da pirataria. Quando compramos um software pirata do Windows, por exemplo, ao invés de enfraquecer a Microsoft estamos fazendo ela ficar mais poderosa ?
Ciber-debate, Design »
por Francisco Arlindo Alves

Transparent Binary Code
Originally uploaded by piru22_jp
Os softwares estão em tudo, desde o sabonete que voce usa, até os algoritmos que tentam adivinhar resultados de de guerras e eleições. São onipresentes, são onipotentes e principalmente são... invisíveis. Isso me faz pensar como a ideologia e os softwares se encaixam perfeitamente. Para o pesquisador Wendy Chun (2006): “O software seria “um esforço de fazer algo de maneira explícita”, dando visibilidade ao intangível, na mesmo medida que tenta transformar o visível o (a máquina) em invisível”. Para Alex Galloway trata-se de uma linguagem que quer ser esquecida, para sendo esquecida poder atuar de forma mais eficaz. Leia o texto completo »










