Artigos na categoria Ciber-debate
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por Francisco Arlindo Alves
“Se a hierarquia é o sistema de poder de sistemas centralizados, então poder heterarquico é o sistema de poder de sistemas descentralizados e autonomia responsável é o sistema de poder de sistemas distribuídos.” (Michel Bauwens)*
*Tradução livre de fragmento do texto: “Gerard Fairtlough’s triararchical typology of corporate power systems”
Publicado no P2P Foundation
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por Francisco Arlindo Alves
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[...] Em pleno cyberspace, todos somos produtores-consumidores; ou seja, está indo solenemente por água abaixo a velha e renitente distinção entre quem faz e quem frui. Na chamada “textualidade interativa”, o que é operativo é a poética da obra aberta em campo eletrônico digital. Para Risério, o que está em questão é todo o eixo autor-obra-receptor, não a dissolução do “autor”. O autor providencia o espaço, a cartografia, mas cabe ao usuário traçar o seu percurso. Nada autoriza a dizer (parodiando Mc-Luhan) que, assim como Gutemberg nos transformou a todos em leitores e a fotocopiadora nos converteu em editores, o computador pessoal está fazendo com que todos sejamos autores. [...]
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[...] Quando utilizamos um computador, teclados, rede, celulares, ou outra interface não estamos pensando no projeto de engenharia do software que o rege ou outra questão instrumental empreendida por cientistas, engenheiros, técnicos. Ao incluirmos tecnologias em nossas vidas, estamos agindo como humanos em seu meio ambiente, nada mais do que isso. As interfaces estão se adaptando de tal forma aos humanos e o cotidiano está sendo cada vez mais naturalmente vivido na condição de “seamless”, de um corpo sem costuras, sem emendas, por interfaces tecnológicas. Por outro lado, interfaces multissensórias são mais intuitivas, permitindo relações através de sinais biológicos como calor, respiração, ondas elétricas e cerebrais, batimentos cardíacos, da fala, da gestualidade respondida [...]
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por Francisco Arlindo Alves
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por Francisco Arlindo Alves
Agora você pode beber ou também ler FREE BEER. Está sendo lançada uma coletânea de textos que abordam o futuro da tecnologia e do software livre como elementos indutores de uma sociedade livre. A idéia surgiu com propósito de reunir as discussões feitas pelos palestrantes da última Free Software Conference em Gotemburgo – Suécia.
O livro reúne textos de pesquisadores, designers e hackers como Denis Jaromil Rojo, Rasmus Fleischer, Jeremiah Foster, Stefan Larsson, Mike Linksvayer, Smári McCarthy, Henrik Moltke, Nikolaj Hald Nielsen, , Johan Söderberg, Victor Stone e Ville Sundell.
Há também uma entrevista com RMS ou Richard Stallman, o ativista que criou a General Public License (GNU GPL ou GPL), que consolidou o conceito de copylef no mundo. A expressão Free Beer é um trocadilho criado por RMS ao dizer que o software livre não é “Free Beer” (cerveja grátis) mas “free speech” (liberdade de expressão) ou (discurso livre).
Mas é importante lembrar que Free Beer, antes de ser um livro, é também uma cerveja, que você pode beber e além disso, pode fazer. Em uma parceria com estudantes da Universidade de Copenhagen, o coletivo dinamarquês SUPERFLEX lançou em 2004 a cerveja FREE BEER (que aparece na foto), a primeira cerveja no planeta cuja a receita é pública e está estampada no rótulo e pode ser produzida por qualquer pessoa. Há relatos que a cerveja inicialmente era ruim (versão 1.0), mas ela tem sido aperfeiçoada gradualmente num processo semelhante ao Linux ou Wikipédia, de forma que agrega constantemente melhoramentos fruto das discussões e sugestões dos seus consumidores, mestres cervejeiros ou amadores. É um bebida em processo. Já está disponível a versão 4.0.
Existem outros projetos similares de bebidas abertas:
Opencola (um dos seus criadores é o blogueiro do boing boing, jornalista e escritor de ficção científica e Cory Doctorow)
O livro, a cerveja e o site estão registrados por uma licença creative commons que oferece o direito de modificar e até mesmo ganhar dinheiro com ela, desde que a produção seja disponibilizada usando a mesma licença.
É possível fazer o download do livro no site, ou comprar uma versão impressa.< Download Aqui >
Um brinde !
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por Francisco Arlindo Alves
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Conteúdo tecnológico comunitário, de conhecimento, cultural, informativo e de compartilhamento com os povos originários e não indígenas licenciado por Creative Common… Levando o conhecimento a partir de uma mídia étnica e critica pelo olhar dos povos originários em alianças estratégicas para ensino e qualificação de não indígenas da área de TIC em Software Livre e Software Proprietários.
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Texto critica Matt Mullenweg. o criador do software para blogs WordPress e aborda o problema do nível precário de doações recebidas pelos desenvolvedores de software livre que atuam criando plugin do WordPress e oferece sugestões para reverter a situação.
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We have been through the full range of emotions and conceptual breakdown that comes with grasping the territory, the full logistical, business, social and philosophical implications of the Internet of Things.
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por Francisco Arlindo Alves
Depois de uma pequena pausa para descanso, este canal volta a sua programação anormal e irregular.
O retorno se dá por meio deste interessante vídeo que compara aspectos do Punk Rock e elementos das chamadas mídias sociais da internet.
Um olhar simultâneo sobre estes dois universos alimenta um campo diversificado de discussões. A idéia é que a internet e as novas tecnologias potencializem atualmente a mesma dinâmica de construção de alternativas de expressão fora do establishment, ao mesmo tempo que alimentam uma cultura DIY (abreviação de Do It Yourself, do inglês faça você mesmo) semelhante ao que ocorre no movimento punk.
Esta comparação tem influenciado a concepção de estratégias para Educação à distância como a “Edupunk“, e da mesma forma a adoção de práticas de criação livre inspiradas em ideiais hackers DIY, por meio de recursos como a placa Arduino e software livre. O assunto também já foi discutido brevemente no CIBERCRÍTICA, aqui e aqui.
O vídeo é uma dica do “Nós da Comunicação“, descoberta via twitter da @paulaborges.
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por Francisco Arlindo Alves
Sofrer ameaças de enforcamento por fundamentalistas nacionalistas hindus pode ser uma preocupação secundária em relação a estar defronte ao fundamentalismo dos direitos autorais de corporações da mídia?
Sexta feira à noite… Chovia torrencialmente no centro de São Paulo… Cheguei todo molhado. Consegui o 17º lugar na lista de espera da lotada sala de cinema do CCBB no Festival Animamundi. Felizmente aconteceram 17 desistências e consegui o último assento disponível da última sessão do dia. Foi sorte… Valeu a pena.
“Sita Sings The Blues” é um longa de animação da auto-intitulada “a mais amada cartunista desconhecida da América”. Nina Paley, a cartunista, animadora e diretora deste trabalho, se apropria e remixa criativamente diversas referências que vão desde fragmentos auto-biográficos, até o livro sagrado hindu “Ramayana”, épico sânscrito de 500 A.C. Tudo isso temperado com o charme das canções de Annette Hanshaw, uma das primeiras cantoras de jazz nos anos 20.
Em 2002, Nina Paley foi morar em Trivandrum na Índia, onde seu marido tinha arranjado um bom emprego. No decorrer de uma breve visita a Nova Iorque para negociar uma tira cômica que estava produzindo, recebeu um e-mail do marido terminando o casamento (a lá Sophie Calle). Em meio a sua crise pessoal, mergulhou na leitura do épico indiano, e no jazz de Annette Hanshaw, o que serviu de inspiração para desenvolver uma série de animações, até ter um longa metragem semi-acabado, tudo isso, apenas com o auxílio de seu computador pessoal. O resultado é uma animação que se desenrola habilmente em várias camadas, com duas estórias que se entrecruzam: Uma de caráter autobiográfico que mostra o término de um casamento moderno, e outra que descreve a história de amor da antiguidade indiana. O filme é um desfile de múltiplas técnicas de animação 2D, e consegue ser superior e mais engraçado que a média da burocrática animação 3D atual (que tem andado tão previsível e cheia de regras).
Pelo fato do Ramayana ser um livro sagrado, Paley recebeu ameaças de enforcamento, como reação de alguns fundamentalistas hindus ao filme. Mas este fato parece um problema secundário em relação a sua surpresa de que o pequeno custo do filme, tinha aumentado chegando a cifras de um quarto de milhão de dólares, em razão dos direitos de copyright das esquecidas canções de 80-90 anos atrás de Annette Hanshaw.
Os direitos de copyright viraram uma verdadeira prisão para o filme. Para distribuí-lo, teria que pagar as corporações detentoras dos direitos de propriedade das músicas, mas como não podia distribuir, não podia fazer dinheiro para pagar os direitos.
Princesa Sita de Nina Paley + Música de Annette Hanshaw
Então, Paley resolveu distribuí-lo por métodos não-convencionais, usando no campo do cinema estratégias usadas no campo do software livre. Liberou os direitos de copiar, compartilhar e reutilizar seu filme (exceto as músicas) como uma estratégia de divulgação. Agora Paley tem estudado sobre modelos de negócio alternativos (venda de camisetas, espaço no filme, contribuições dos fãs) para ganhar dinheiro com seu filme, pagar pela música de Hanshaw e sair da prisão do copyright.
A artista tem sido alvo de críticas que a acusam de não ter se informado antecipadamente sobre os direitos das músicas, antes de começar a produzir o trabalho. Mas Paley contra-ataca com a idéia de que artistas precisam ser corajosos e percebe a existência de uma cultura do “não use isso, e não use aquilo, não faça isso, não faças aquilo”. Como defensora de uma cultura livre, Nina Paley também escreveu e produziu a canção “Copying Isn’t Theft” (Copiar não é roubo) para ser livremente copiada remixada por outras pessoas no mundo. (Veja as versões)
Particularmente, penso que ser artista não é fazer as coisas certas, dentro dos melhores padrões e regras. Não, não é isso. É criar um certo ruído, e isso, Nina Paley está fazendo. A apropriação de algo existente para a criação de coisas novas e surpreendentes faz parte da criatividade humana. No mundo da animação por exemplo, Walt Disney de forma muito inteligente se apropriava de grandes idéias, como por exemplo o primeiro desenho do Mickey “Steamboat Willie” que foi totalmente inspirado do filme “Steamboat Bill” do humorista Buster Keaton, sem falar na maneira como Disney se apropriava de livros dos irmãos Grimm e outras obras da literatura infantil para produzir seus longas (muitas vezes sem pagar por isso). O que é muito curioso pelo fato da Disney ser uma grande defensora do copyright hoje.
Também é paradoxal que detentores do copyright destruam sua própria propriedade, condenando ao esquecimento lindas canções como as de Annette Hanshaw. A divulgação das músicas com a distribuição “Sita Sings The Blues” poderia renovar o interesse pela cantora e gerar um série outros lucros.
Parece haver uma visão meio dogmática e estrábica de negócios. Ao cobrarem preços proibitivos para que músicas possam ser utilizadas, impedem que sejam conhecidas, estas corporações, em vez de lucrar, dão espaço a concorrência de uma cultura livre de excelentes artistas encontrados em sites como Jamendo. Estes por sua vez, liberam o seus direitos autorais pois querem muito ser divulgados num filme, num vídeo, numa peça teatral. O que transparece neste caso, é que muito maior que a ganância das corporações, é sua burrice.
Nina Paley disponibilizou o filme no YouTube em 10 partes e esta disponível para download com várias opções de resolução e com legendas em português.
Referências
Este post gerou interessante discussão no Facebook confira
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por Francisco Arlindo Alves
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Pesquisa sobre o ensino de Matemática através da resolução de problemas utilizando os computadores cuja a trajetória é retratata do ponto de vista do percurso metodológico que foi realizado pela pesquisadora Norma Allevato
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Pode existir uma alternativa “pública” ao monopólio da pesquisa do Google?
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Pixel Pitch competition for transmedia projects from Power to the Pixel and Babelgum http://bit.ly/8cGZJ Deadline 14/08/2009
(via @aswarmofangels / twitter) -
Com a venda do The Pirate Bay e sua reformulação prevista, site zeropaid apresenta 5 alternativas websites para trocar arquivos (via @ruijscosta / twitter)
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Excelente texto de Mario Amaya, sobre a cultura cyberpunk. Via Miguel Caetano @remixtures (twitter)
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Belissimas fotos de nós, seres humanos em todo o mundo, profissionais e amadores, em movimento de todos os motivos acima e muito mais. Via RT @ritacao RT @Antropologias (twitter)
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O jornalista, professor e pesuisador Francis Pisani em interessante vídeo em que fala: “Temos de passar de ser produtores de notícia para ser facilitadores de conversação”
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Conceituada publicação Cultura Machine abre inscrições para sua nova edição de trabalhos teoricos. São esperados trabalhos que sua linguagem sejam surpreendentes, inventivos abordando criticamente os meios de comunicação. Está aberto o desafio até 15 de outubro.
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Mathieu O’Neil pesquisador do Australian Demographic and Social Research Institute em seu livro “Cyberchiefs: Autonomy and Authority in Online Tribes” repensa a suposta horizontalidade da internet. O autor sugere, é um tipo diferente de autoridade na internet – um sistema apátridas”, em que a organização espontânea de grupos é melhor entendida como tribal e a distribuição de autoridade, nestes contextos é uma “distribuição de carisma”.
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Interessante apresentação do pesquisador Christian Siefkes que descreve como funciona a “Peer production”. Um modo de produção que baseia-se na livre cooperação.
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O carro do futuro: Sustentável, ecológico, e Open Source! Um projeto aberto a contribuições criativas de qualquer pessoa
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por Francisco Arlindo Alves
Lembro de quando eu era criança, morando numa rua pacata, num bairro residencial da zona leste de São Paulo, e me deparava com dois ou as vezes três sósias de Michael Jackson durante o curto trajeto de uma simples ida ao supermercado para comprar pão. Parecia que o mundo havia sido “tomado”.
A sensação que a notícia da morte de Michael nos deixa, conforme descreveu Hector Lima em seu blog, é como se algo no patamar de Mickey Mouse, Super-Homem e McDonald’s tivesse acabado. O sentimento é estranhamente de um acontecimento inverossímel.
O interesse sobre o artista quase parou a internet. O gráfico acima mostra o pico de pesquisas sobre Michael Jackson no sistema de busca Google por acasião do anúncio de sua morte ( a empresa não divulga os números detalhados).
Com as mudanças nas mídias, talvez nunca mais, se reunam as condições para que um artista construa um sucesso da magnitude que Michael Jackson conseguiu durante a época de Thriller.
O sucesso de outros artistas, como Elvis Presley ou Beatles, diferente do de Michael, sintetizaram possivelmente em mudanças comportamentais mais profundas e na consolidação de uma cultura jovem, mas pode ser que mundo nunca tenha simultaneamente concentrado tanto a atenção num só artista como durante alguns anos da década de 80.
O fenômeno Michael Jackson pode ter sido o resultado da coincidência do momento máximo de um grande talento com o apogeu da estrutura centralizada das mídias em torno da televisão, que atingia universos de receptores nos contextos mais distantes e diversificados, numa fase ainda pouco afetada pelo vídeo ou pelo zapping do controle remoto entre os canais.
Com crescimento da internet, um sucesso tão abrangente pode não mais se repetir, devido a grande competição por atenção, e fragmentação do público em redes de “comunicação eletrônica interativa de comunidades auto-selecionadas” como afirma Castells.
Com um certo simbolismo, podemos considerar que com a morte de Michael tivemos o encontro de dois universos, o mundo da Internet (que ainda principia), e o mundo da televisão (que ainda domina, mas sente a influência de mudanças). A grande façanha deste encontro de diferentes mundos, foi reproduzir ainda que por alguns dias, o que aconteceu durante alguns anos na decada de 80:
O mundo parou para ver Michael Jackson…
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Segue algumas repercussões:
O dia em que a Internet quase morreu
O pesquisador Marcos Palacios comenta sobre o pico de tráfego com 4.2 milhões de visitantes (mais que o dobro do normal) nas horas seguintes ao anúncio da morte de Michael Jackson. O fenomêno que a AOL denominou como “a seminal moment in Internet history”.
Os Gemidos da Internet sob peso de tráfego de Michael Jackson
O Ars technica usa este título sugestivo pra descrever como Twitter, o Google, Facebook, diversos sites de informação, e até mesmo o iTunes foram praticamente esmagados sob o peso do repentino aumento de tráfego Internet.
Infográfico interativo
O Jornal New York Times criou um infográfico interativo com as posições de Michael Jackson no ranking da revista Billboard. É possivel fazer comparações com outros artistas famosos como Beatles ou U2. Via information aesthetics
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por Francisco Arlindo Alves
É uma estupidez. É pior do que estupidez… É uma campanha de marketing… Esta opinião sobre ascensão da Cloud Computing foi proferida esta semana pelo ativista político do software livre Richard Stallman e tem gerado polêmica.
Cloud Computing (computação em nuvem) é uma arquitetura de computação cada vez mais utilizada e que consiste na virtualização de aplicativos, processamento e armazenamento de dados. Exemplos de Cloud Computing mais famosos são os aplicativos do Google como Google Docs, Gmail ou o Adobe Photoshop Express, eles permitem que computadores menos potentes possam ter acesso a recursos poderosos em servidores na Web muitas vezes de forma gratuita.
O que os críticos da Cloud Computing alegam é que os serviços disponibilizados mais perigosos do que os do software proprietário tradicional, pois além do usuário não ter acesso ao código do software (como sempre aconteceu com o Windows), a própria produção usuário fica arquivada no computadores do proprietário do software (como acontece no Google). A inacessibilidade do código prejudica a inovação e oculta uso que empresas como o Google fazem de milhões de informações recolhidas em sua “nuvem”, o que gera suspeitas de estratégias de monopólio, controle e dominação.
A discussão entre prós e contras da fala de Stallman é polêmica, no Maestros del Web por exemplo, um fórum de desenvolvedores latino americanos, os defensores da Cloud Computing defendiam a praticidade e conforto de poder acessar dados de qualquer lugar e de usar recursos poderosos de computação de maneira gratuita, Leia o texto completo »
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por Francisco Arlindo Alves
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Edupunk is an approach to teaching and learning practices that result from a do it yourself (DIY) attitude
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O nome do blog é provocativo: Não use o google, mas seus cérebros
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Excelente texto de Michel Bauwens traduzido pelo Miguel Caetano
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Livro: “Dominio abierto. Conocimiento libre y cooperación de Igor Sádaba. Com textos de Michel Bauwens e Geert Lovink
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CINELAN is filmmaker-driven, video publisher dedicated to delivering new audiences and ongoing revenues to documentary filmmakers through the worldwide syndication of professionally-produced, three-minute films.
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inscrições abertas para festival de arte e tecnologia open source PIKSEL na Noruega.
Ciber-debate, Web 2.0 »
por Francisco Arlindo Alves
Para o filósofo italiano Antonio Negri (2003, p. 94) a “originalidade do capitalismo cognitivo consiste em captar, em uma atividade social generalizada, os elementos inovadores que produzem valor”. Fundamentada na obra “Grundrisse der Kritik der Politischen Ökonomie” de Marx, a proposição de Negri é que as recentes transformações na força produtiva determinam que o trabalho se torne uma atividade cognitiva, tendo como figura central, a ascensão do “trabalho imaterial” concebido como o “conjunto das atividades intelectuais, comunicativas, afetivas, expressas pelos sujeitos e pelos movimentos sociais”.
Na esteira do que foi preconizado por Negri e enfocando críticamente as atividades dos indivíduos na Internet, Tiziana Terranova (2000) elabora uma reflexão baseada na idéia do “free labor” (trabalho gratuito) em que os indivíduos abraçam prazeirosamente atividades produtivas sem remuneração ao mesmo tempo que são explorados economicamente. Neste sentido, podemos entender, por exemplo, sites como Youtube e Second Life apenas como grandes repositórios, sendo que todo seu valor consiste numa construção realizada por contribuições dos usuários. Nesta categoria se encaixariam inclusive o desenvolvimento voluntário de softwares open-source, ao se constatar que este tipo de trabalho é cada vez mais executado em harmonia com grandes projetos de empresas com um estrutura patronal como no caso da IBM.
Trebor Scholz sugere a existência de uma ideologia de participação Web 2.0, se tornando uma ideologia do trabalho imaterial gratuito. Scholz remete ao crowdsourcing, uma adaptação do outsourcing que abrange entre suas modalidades a terceirização. Utilizando este recurso, uma empresa pode transferir uma atividade interna para um grupo grande de pessoas executá-la externamente a um custo inferior. No contexto da chamada Web 2.0, em contrapartida de uma suposta gratuidade de serviços oferecidos na Internet, as pessoas revelam informações sobre seus gostos e preferências e agregam valor a estes serviços. Entretanto, em oposição a esta visão, outros pensadores como Tapscott e Williams (2007) em seu trabalho “Wikinomics”, entendem estas práticas como uma dinâmica de trocas vantajosas para ambas as partes, constituindo novos e interessantes paradigmas nos modelos de negócio.
Discutir modelos de negócio de plataformas de serviços na Internet implica em entender as diferentes estratégias de geração de renda para estes serviços. Entre outras, estas podem ser: a apropriação da criatividade do usuário, a venda da atenção para anunciantes, a montagem de valiosos bancos de dados com as informações sobre preferências e gostos.
A relação da “cibernética, trabalho e capital” tratados por Donna Haraway (2000) em seu “Manifesto Ciborgue” é uma das principais referências de Terranova (2000) ao tratar o free labor (apesar da antipatia de Haraway a Marx). De fato ao analisar este tema, bem como os modelos de negócio é adequado lembrar o “jogo mortal” para que Haraway alerta quanto “à mudança: de uma sociedade industrial, orgânica, para um sistema polimorfo informacional; de uma situação de “só trabalho” para uma situação de ”só lazer” que significa “a transição das velhas e confortáveis dominações hierárquicas para as novas e assustadoras redes” que ela define como “informática da dominação” (2000, p.65).
Referências
HARAWAY, Donna. Manifesto ciborgue: ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (org). Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. Existe um tradução colaborativa online desta obra no interressante projeto Deriva
Marx, Grundrisse der Kritik der politischen Ökonomie [Esboços de uma crítica da economia política], Berlim 1953
NEGRI, Antonio. Cinco lições sobre império. Tradução: Alba Olmi. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
SCHOLZ, Trebor. Market Ideology and the Myths of Web 2.0. First Monday, Volume 13, Numero 3.
TAPSCOTT, Don e WILLIAMS, Anthony. Wikinomics – Como a colaboração em massa pode mudar seu negócio. Tradução: Marcello Lino. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,2007.
TERRANOVA, Tiziana. Free Labor: Producing Culture for the Digital Economy, Social Text. vol. 18, número 2, páginas 33-57. 2000
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por Francisco Arlindo Alves
Divulgação deste evento importante que acontece hoje em São Paulo. Abaixo reproduzo o texto sobre o ato do Blog do ativista Sergio Amadeu:
“A Internet é uma rede de comunicação aberta e livre. Nela, podemos criar conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade de autorização de nenhum governo ou corporação. A Internet democratizou o acesso a informação e tem assegurado práticas colaborativas extremamente importantes para a diversidade cultural. A Internet é a maior expressão da era da informação.
A Internet reduziu as barreiras de entrada para se comunicar, para se disseminar mensagens. E isto incomoda grandes grupos econômicos e de intermediários da cultura. Por isso, se juntam para retirar da Internet as possibilidades de livre criação e de compartilhamento de bens culturais de de conhecimento.
Um projeto de lei do governo conservador de Sarkozi tentou bloquear as redes P2P na França e tornar suspeitos de prática criminosa todos os seus usuários. O projeto foi derrotado.
No Brasil, um projeto substitutivo sobre crimes na Internet aprovado e defendido pelo Senador Azeredo está para ser votado na Câmara de Deputados. Seu objetivo é criminalizar práticas cotidianas na Internet, tornar suspeitas as redes P2P, impedir a existência de redes abertas,
reforçar o DRM que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre outros absurdos, o projeto quer transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada. O projeto coloca em risco a privacida de dos internautas e, se aprovado, elevará o já elavado custo de comunicação no Brasil.
Gostaríamos de convidá-lo a participar do ato público que será realizado no dia 14 de maio, às 19h30, em defesa da
LIBERDADE NA INTERNET
CONTRA O VIGILANTISMO NA COMUNICAÇÃO EM REDE
CONTRA O PROJETO DE LEI SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO
O Ato será na Assembléia Legislativa de São Paulo e será transmitido em streaming para todo o país pela web.
PLENÁRIO FRANCO MONTORO
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE SÃO PAULO
AV PEDRO ALVARES CABRAL S/N – IBIRAPUERA
O Ato também terá cobertura em tempo real pelo Twitter e pelo Facebook.
Contamos com a sua presença. “











