A violenta guerra da escassez contra o excesso
por Francisco Arlindo Alves
“A multiprogramação na TV digital não é uma opção para a Rede Globo” … “Ao optar pela alta definição, as emissoras também evitam que novos ‘players’ entrem em seu mercado.” estas frases foram proferidas por Fernando Bittencourt diretor de engenharia da Globo num fórum sobre TV Digital semana passada.
A filosofia da escassez e a montagem de gigantescas barreiras de entrada (econômicas e técnicas) limitando a competição, foi a estratégia dos grupos de comunicação que dominaram as mídias no século XX: Jornais, TV, cinema, radio, televisão. Mas agora todo poder que nasceu na escassez está ameaçado pelo excesso… o excesso digital. Nasce um conflito violento e silencioso (a contra-revolução da mídia tradicional não será televisionada).
Os grupos que vivem da escassez tentam combater o excesso na internet, atacando a simplicidade da rede, com exigências a provedores, obrigando a montagem de grandes e carissímas estruturas de controle, com o registro de logs e armazenamento de páginas. O que justifica o controle é o medo: Terrorismo, pedofilia. O objetivo é proibir as trocas de arquivos e criar barreiras econômicas. Montar a nova barreira de entrada, limitando os meios somente aos que tem grandes somas de capital para investir. Neste momento dezenas de legislações estão sendo discutidas em vários países regulando e introduzindo a escassez na internet, para citar uns poucos exemplos, entre muitos: França , Italia , Canadá , Alemanha , Polonia e Hungria e também no Brasil. A revolução digital feriu fortemente os grupos da escassez. Mas a contra-revolução destes grupos já começou. Resta saber se vamos resistir.











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