Edupunk. Que Deus salve os pedagogos!!

É impressionante aceleração do mundo. O conceito de “Edupunk” nasceu em Maio de 2008 no blog de Jim Groom um especialista em tecnologia para educação. Rapidamente a idéia se espalhou por blogueiros e acadêmicos ao ponto de o caderno de educação do jornal inglês Guardian publicar o artigo de David Cohen Nevermind the pedagogues, here’s edupunk.


PUNK ROCK NEW YEAR’S
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O Edupunk ganhou corpo inspirando novas idéias e debates, configurando uma oposição poderosa à comercialização da educação e influência de governos e corporações nas universidades. Hoje muitas universidades parecem shoopings ou fábricas de “apertadores de parafusos”, sem falar em certas parcerias empresa-escola, com pesquisas protegidas por contrato que proíbem críticas públicas aos resultados, mesmo quando lesivos a população. Esta “corporativação” da educação esta muito bem descrita no livro “No Logo” de Naomi Klein. Contra isso, a idéia do Edupunk propõe utilizar ferramentas tecnológicas abertas e colaborativas, como algumas presentes na web 2.0 e somar a isso as ideologias do movimento punk adaptadas a educação, o “do-it-yourself “: Tenha sua própria atitude! Aprenda e pense por você mesmo!
O conceito Edupunk se que originou o texto chamado The Glass Bees de Jim Groom, que é uma dura crítica ao lançamento da nova versão do software educacional BlackBoard . Este software é um Learning Management System (LMS) um ou seja sistema de gestão de aprendizagem.


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Jim percebe o Blackboard com um sistema fechado e proprietário que universidades adotam para justificar investimentos em inovação, a propaganda afirma ser uma ferramenta incentivadora de um espírito crítico. Para Jim esta é a grande mentira, em sua visão a tecnologia por si só, não incentiva espírito crítico nenhum. O espírito crítico nasce apenas de uma atitude. Tendo uma atitude, então é possível, com ajuda a tecnologias abertas de software livre como o Moodle, potencializar a visão crítica, soma-se a isso a idéia do “faça você mesmo” e a “atitude contra o sistema”.

Já existem várias experiências em instituições usando os princípios do edupunk como por exemplo o interessante estudo ” Murder, Madness, Mayhem” sobre literatura latino latino americana da University of British Columbia em que alunos criaram artigos colaborativos sobre ensaios literários latinos americanos que retratam ditadores. Trabalho teve resultados surpreendentes com alguns artigos avaliados como de altíssimo nível acadêmico. Quem quiser saber mais sobre o tema eu recomendo o texto Educación abierta y digital: ¿hacia una identidad edupunk? do blog espanhol de Juan Freire que disponibilizou informações abrangentes sobre o tema, Juan publicou um panorama completo do Edupunk este nova proposta educacional que dissemina rapidamente pelo mundo.