O universo das máquinas: Status sagrado e alienação II
por Francisco Arlindo Alves
Continuação de: O universo das máquinas: Status sagrado e alienação
Simondon observa que o “A realidade humana reside nas máquinas assim como as relações humanas são fixadas e cristalizadas em sua estruturas funcionais” (1958, p. 4). O universo das máquinas intermedia a relação ente os homens e a natureza . A noção do objeto técnico, como algo distante, não familiar, oculta toda a realidade dos esforço humanos na natureza na construção destes objetos.
As novas formas de alienação surgem não apenas da forma como as máquinas intermediam as relações entre homens e natureza, mas cada vez mais como as relações dos homens são intermediadas entre si com o advento das redes e do ciberespaço. O conhecimento da natureza e essência desta intermediações pressupõe a inclusão no universo das significação não apenas da máquinas, mas igualmente o softwares e as estruturas de comunicação.
Se pensarmos na perspectiva de Vygotsky (1998) o controle da Natureza e o controle do comportamento estão interligados, a intervenção do homem sobre a natureza altera a própria natureza humana. Da mesma forma podemos concluir que o uso de signos e a maneira que estes signos circulam neste mundo da maquinas semióticas também condiciona uma estrutura particular de comportamento e cria processos psicológicos enraizados na cultura.









